segunda-feira, 2 de julho de 2012
A cela progresso
A vida à espera do progresso subverte a potência ativa do caminhar como criar, ancorando o presente na expectativa alheia, no futuro que, incessantemente atualizado, tornado aqui e agora, circunscreve a revolução na ilusão do pronto, na reforma da imagem.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O Silêncio e seu par
No alto da pedra angular,

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
da Bahia em Bom Jesus da Lapa,
por sobre o ar urubus e libélulas,
dividem espaços e ofícios,
num bailar sem trégua nem trevas.
A rondar fazem a vigília,
das crias e do fiel orador,
seja d'eu poeta disperso,
trovador de versos lisérgicos,
seja dela, senhora descalça,
que em velas Lhe pede a graça;
sabem, ambos moramos na dor,
sabem, ambos vivemos de Amor.
...Pousa um pássaro na cruz,
constato, em Ti ganhou própria luz!
Ah!, ponho a mão na pedra que a faz,
e assim, demasiado fugaz,
pressinto um silêncio na voz...
descanso de meu algoz
(eu distante de Nós).
Igor L.C.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Sopro Vital
na Terra-Rocha
um pulmão Verde
respira a Terra.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
um pulmão Verde
respira a Terra.
Igor L.C.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
domingo, 4 de março de 2012
A Mesma Realidade
Vemos nossas pernas e braços,
pedaços,
unidos pelo Eu.
Sintético emaranhar de retratos,
lembranças,
daquilo que se perdeu.
Fragmento e me dissipo todo,
em tiras,
como um boi que como.
Ávido por conservar a vida,
mas morro,
de câncer no estômago...
Vemos nossas pernas e braços,
pedaços,
unidos pelo Eu.
Reencontro-me no cair das folhas,
o Todo,
que não me esqueceu.
escuto o cantar do silêncio,
irrompo,
do centro de mim.
E em cada gota da chuva,
a história,
sou eu e o sem fim.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
pedaços,
unidos pelo Eu.
Sintético emaranhar de retratos,
lembranças,
daquilo que se perdeu.
Fragmento e me dissipo todo,
em tiras,
como um boi que como.
Ávido por conservar a vida,
mas morro,
de câncer no estômago...
Vemos nossas pernas e braços,
pedaços,
unidos pelo Eu.
Reencontro-me no cair das folhas,
o Todo,
que não me esqueceu.
escuto o cantar do silêncio,
irrompo,
do centro de mim.
E em cada gota da chuva,
a história,
sou eu e o sem fim.
Igor L.C.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Depreciosa pedra
o vazio nos olhos da fome de Ser,
de alimentar-se e nutrir-se, de pessoalizar-se...
é o vazio da pedra no caminho,
cegando o espírito para a fome escondida:
fome de pão e de Nome.
o corpo não cala,
mas seu grito,
o vício consome, abafa.
(---) e consumidos pelo próprio consumo,
são ninguém além do codinome.
aquele, Galego, infortuna o próprio parceiro,
que ao invés de dinheiro
pede por biscoito,
daqueles de ar como diria sua recordada avó.
Galego atormenta,
não cessa de pensar na pedra,
o que leva-o, "paradoxalmente" a não pensar na pedra,
pois não pensa em nada...
pensa em não pensar,
sem pesares, sem pesar,
sem balanças para além da prontidão da fissura.
tão rachado que nem mais se encontra,
e como tantos apartados, desata a desapontar,
já não se importando com o que foi ou virá,
com os laços, lastros,
com o Amor e sua faculdade de perdoar...
não rimam, não constroem,
corroendo-se por dentro,
não vêem nada além das paredes do fundo do poço.
e como não dormem,
igualmente não acordam,
e o sol que para todos brilha,
sua graça não lhes irradia,
velado pela sobreposição
de sombra sob sombra.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
de alimentar-se e nutrir-se, de pessoalizar-se...
é o vazio da pedra no caminho,
cegando o espírito para a fome escondida:
fome de pão e de Nome.
o corpo não cala,
mas seu grito,
o vício consome, abafa.
(---) e consumidos pelo próprio consumo,
são ninguém além do codinome.
aquele, Galego, infortuna o próprio parceiro,
que ao invés de dinheiro
pede por biscoito,
daqueles de ar como diria sua recordada avó.
Galego atormenta,
não cessa de pensar na pedra,
o que leva-o, "paradoxalmente" a não pensar na pedra,
pois não pensa em nada...
pensa em não pensar,
sem pesares, sem pesar,
sem balanças para além da prontidão da fissura.
tão rachado que nem mais se encontra,
e como tantos apartados, desata a desapontar,
já não se importando com o que foi ou virá,
com os laços, lastros,
com o Amor e sua faculdade de perdoar...
não rimam, não constroem,
corroendo-se por dentro,
não vêem nada além das paredes do fundo do poço.
e como não dormem,
igualmente não acordam,
e o sol que para todos brilha,
sua graça não lhes irradia,
velado pela sobreposição
de sombra sob sombra.
Igor L.C.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Existência Poética
Não quero viver um amor
para a existência de um poema,
mas sim Viver um Poema,
pela existência de um Amor.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
para a existência de um poema,
mas sim Viver um Poema,
pela existência de um Amor.
Igor L.C.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
De poemas viemos aos poemas retornaremos
O mesmo vento que trazendo a chuva
apaga o fogo,
ao findar das gotas reassopra,
e acende a chama de novo.
A impermanência media ciclo
do eterno que aqui está:
de árvore a galhos secos,
fogueira, carvão e poema...
e de poema talvez se torne
o tugúrio de um coração,
pulsando alegre em tormentas,
aspirando ser criação.
Igor L.C.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
Assinar:
Postagens (Atom)